Você conhece a tradição do "Pendura" no Dia do Advogado?
Todo dia 11 de agosto, celebra-se no Brasil o Dia do Advogado. Mas você sabe por que esta data foi escolhida e qual a origem da famosa tradição de comer e não pagar a conta?
A Origem do 11 de Agosto
A escolha do dia 11 de agosto não é por acaso. Ela remonta ao ano de 1827, quando o Imperador Dom Pedro I instituiu as duas primeiras faculdades de Direito no Brasil: a Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em São Paulo, e a Faculdade de Direito de Olinda, em Pernambuco (posteriormente transferida para o Recife).
Antes disso, quem desejava se tornar bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais precisava atravessar o oceano e estudar em Coimbra, Portugal. A criação desses cursos representou um marco gigantesco para a independência intelectual do nosso país, formando os pensadores, políticos e juristas que estruturaram o Estado brasileiro.
O ensino do Direito moldou a história do Brasil desde 1827.
Mas e o "Dia do Pendura"?
Com a instalação dos cursos de Direito, a profissão ganhou enorme prestígio. No início do século XX, os proprietários de restaurantes próximos às faculdades de Direito, especialmente no Largo de São Francisco em São Paulo, começaram a oferecer refeições gratuitas aos estudantes de Direito no dia 11 de agosto.
Era uma forma de homenagear a data e, estrategicamente, agradar aqueles que, num futuro próximo, seriam a elite política, juízes, delegados e desembargadores do país. O próprio nome "pendura" vem do ato de pedir para o garçom "pendurar" a conta, ou seja, anotar para ser paga depois (o que, neste dia específico, significava que ela não seria cobrada).
"Garçom, por favor, a conta... pendura!"
Com o passar das décadas e o aumento exponencial do número de estudantes de Direito e restaurantes, a cortesia dos donos de estabelecimentos deixou de ser uma regra. No entanto, os acadêmicos decidiram manter a tradição viva por conta própria.
O rito clássico envolve um grupo de estudantes bem vestidos indo a um restaurante, desfrutando de um bom banquete. Ao final, no momento da conta, levanta-se o orador da turma e profere um discurso eloquente e bem articulado, homenageando a garçom, a comida, a data e justificando, com os mais variados e divertidos "argumentos jurídicos", porque eles não irão pagar a refeição.
Atenção, futuros advogados!
Hoje em dia, a prática do pendura sem consentimento prévio do restaurante pode gerar problemas legais (Art. 176 do Código Penal). Por isso, nosso DAD Moysés Vianna organiza o Jantar do Pendura de forma organizada na AFURIS. Sem calotes, apenas diversão e confraternização garantida!